As recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostram que um dos principais objetivos do republicano ao atacar a Venezuela foi retomar o protagonismo das petroleiras dos EUA no país latino-americano.
Essa é a análise do economista Adriano Pires, especialista no setor de energia e infraestrutura, com base no pronunciamento de Trump no sábado (3/1), em sua casa em Mar-a-Lago, na Flórida.
o presidente dos EUA foi explícito ao afirmar que as empresas norte-americanas irão “consertar” a infraestrutura defasada depois de anos de nacionalização do setor de petróleo.
“Nossas gigantescas companhias petrolíferas, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera, que está em péssimo estado, e começar a gerar lucro para o país”, afirmou. “E estamos prontos para lançar um segundo ataque, muito maior, se necessário.”
Os venezuelanos produzem entre 800 mil e 1 milhão de barris por dia, embora pudessem facilmente, com condições adequadas de exploração, atingir a marca de 4 milhões de barris diários (patamar no qual se encontra o Brasil). Além disso, a Venezuela tem a maior reserva de petróleo conhecida do mundo (embora de baixa qualidade), com 17% do total global. Atualmente, a China é o maior comprador da produção venezuelana.
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